quinta-feira, 18 de abril de 2013

Recompensas - Puzzle da Motivação


Antoine de Saint-Exupéry, autor do imortal O Principezinho, assegura numa das suas frases célebres que, se quisermos construir um barco, não devemos começar por cortar a madeira e distribuir o trabalho, devemos primeiro ser capazes de evocar nos homens o sonho do mar livre e aberto. Na verdade, o gestores/ profissionais de Recursos Humanos (RH) terão de pensar como um grande líder: a capacidade de se atingir os objetivos depende da forma que se escolhe para ver o mundo.  A visão destes profissionais tem que ser inspiradora. Todos os colaboradores querem fazer parte de algo maior. As pessoas não desejam ir para o emprego apenas para executar uma tarefa. A criação e a manutenção de uma relação de trabalho por um período alargado pressupõe a existência de um mínimo de convergência entre o que são os interesses da empresa e os do colaborador, em relação ao seu conteúdo.
Portanto, é ao conjunto de contrapartidas, materiais e imateriais que se chama, genericamente, sistema de recompensas. E chamam-se sistemas, porque eles devem encadear-se uns nos outros de forma coerente, reforçando-se mutuamente, e devem obviamente estar alinhados com os objetivos de negócio da empresa. Os termos “recompensas” e “compensação” são normalmente utilizados de forma semelhante, mas a maioria dos autores reconhecidos pelo trabalho desenvolvido na área defendem que existem diferenças, isto é, podemos considerar que as recompensas são de dois tipos: extrínsecas (monetárias) e intrínsecas (não-monetárias). Assim, apenas as monetárias devem ser denominadas de “compensação”. As recompensas não-monetárias incluem aspetos como trabalho desafiante, reconhecimento social, prestígio da função ou ações empresariais de responsabilidade social não abarcadas nas categorias de benefícios (i.e., não são facilmente avaliados em termos monetários). As recompensas monetárias (i.e., compensação) incluem as recompensas de natureza extrínseca relacionadas com o trabalho, englobando o salário e todos os bens suscetíveis de avaliação em termos monetários (e.g., incentivos e benefícios). 
O analista de carreiras Dan Pink examinou o puzzle da motivação, através de estudos de caso que validam a importância dos fatores intrínsecos no desempenho das pessoas nas empresas. Aludindo ao facto que os cientistas sociais sabem mas que a maioria dos gestores, na sua opinião, não sabem: as recompensas extrínsecas (monetárias) não são sempre tão eficazes como pensamos. Escute as suas histórias e descubra talvez os próximos passos.

 
         Em suma, a compensação dever ser um elemento da vida organizacional alinhado com a estratégia, em vez de ser alvo de conceções simplistas, ou baseadas no seguimento acrítico das melhores práticas de outras organizações. O melhor sistema de recompensas é aquele que melhor suporta a estratégia da organização, passando por uma adequada articulação entre a estratégia, sistema de motivação e a compensação. Não se limitando a uma aplicação mecânica de determinadas quantidades de dinheiro a níveis pré-estabelecidos de desempenho. Por fim, não encontro melhor forma de terminar a análise deste temática do que citando Peter Senge, criador de A Quinta Disciplina e inimigo confesso dos recursos humanos das empresas, pois afirmava que, começando no nome, tudo está mal, uma vez que os humanos não são recursos: “Dividir um elefante ao meio não faz dois elefantes pequenos, nem vice-versa.” 

quarta-feira, 17 de abril de 2013

O Saleiro de Churchill (se non è vero, è ben trovato)

Membro do partido conservador-liberal, Winston Churchill considerado um dos maiores líderes mundiais do século XX, como a sua capacidade extraordinária de usar as palavras em benefício das suas ideias valeu-lhe o estatuto de um dos melhores oradores da História, só com as frases proferidas nos seus discursos seria possível escrever um livro de Gestão. Alguns exemplos: 


http://www.information-facts.com
"O sucesso é ir de fracasso em fracasso sem perder o entusiasmo."
"As ações são mais importantes que as aptidões."
"A vida dá lições que só se dão uma vez."
"A sorte não existe. Aquilo a que chamas sorte é o cuidado com os pormenores."
"A imaginação consola os homens do que não podem ser; o sentido de humor consola-os do que são."




Uma história atribuída a Churchill, diz-nos que, depois de uma receção presidida por Winston Churchill, foi oferecido um banquete em que estavam presentes personalidades de todo o mundo. Tudo corria com normalidade até que o chefe de protocolo reparou que um dos ilustres convidados enfiava inadvertidamente um saleiro de ouro no bolso. O chefe de protocolo não estava preparado para resolver aquela situação com o decoro e a discrição necessária, portanto, aproximou-se de Churchill e contou-lhe o sucedido. Perante a situação, o primeiro-ministro traçou a sua estratégia e disse ao chefe de protocolo para deixar o assunto nas suas mãos. Dito isto, Churchill pegou num saleiro de ouro e escondeu-o no bolso, aproximou-se do ilustre convidado e, mostrando-lhe o interior do seu bolso, piscou-lhe o olho ao mesmo tempo que segredava: "O chefe de protocolo viu-nos a pegar nos saleiros e a metê-los ao bolso. Creio que será melhor devolvê-los."

Como forma de comentário a esta história, partilho da opinião de Gabriel García de Oro expressa no seu livro Storytelling - A Magia das Palavras:  

Perante um problema, a única coisa que temos a fazer é resolvê-lo, não é criar novos problemas. É isso que faz o primeiro-ministro. Primeiro pensa. Depois traça uma estratégia inteligente e, por fim, executa-a. Nunca perde de vista o objetivo real: recuperar o saleiro mantendo a diplomacia. E o sucesso do resultado está no bom planeamento do problema. Churchill consegue-o. Oferece ao ilustre ladrão uma porta de saída sem que se sinta humilhado e, para isso, coloca-se no seu lugar.  Não vale a pena negar! Todos nos iremos deparar com problemas nas nossas empresas. Aquilo que irá decidir o nosso sucesso ou o nosso fracasso será a capacidade de resolver ou não esses problemas. Por vezes, há quem consiga o que quer, quem consiga recuperar o saleiro, mas a um preço tão elevado que, no final, isso se pode virar contra si. É uma má solução. Não resolve o problema de raiz. Também de nada serve deixar passar. Olhar para o outro lado não resolve nada. Uma não-solução não é uma solução, e, em muitos casos, o dia-a-dia e o facto de querermos evitar problemas levam-nos a pensar que sim. 

Churchill poderia ter pensado que não valia a pena intervir por causa de um saleiro. Não foi o que fez. Tal como escreveu Miguel de Unamuno, por vezes, a pior mentira é o silêncio.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Iniciativa de sucesso: Adam Pacitti

Apresento-vos uma iniciativa que merece ser destacada. Após 250 entrevistas sem sucesso realizadas no espaço de um mês, Adam Pacitti, de 24 anos, ficou desesperado à procura de um emprego. O que fez para resolver o problema? 


Construiu um site e gastou os últimos 650€ que tinha num outdoor com a mensagem: “Por favor, dêem-me um emprego”.

Após publicar a imagem do outdoor no Twitter, no dia 2 de Janeiro, a ideia começou a tornar-se viral: em menos de 24 horas a imagem tinha sido partilhada mais de sete mil vezes.



Vídeo CV: Adam Pacitti 



Adam Pacitti já tinha revelado a sua capacidade de se tornar viral. Em 2008, Adam sonhou com uma rapariga e desenhou o seu retrato. Depois, colocou em prática uma tentativa de encontrar a rapariga dos seus sonhos, através do seu site (The Girl Of My Dreams).  

Regressando ao processo inovador "Please Give Me a Job" de Adam, o que terá acontecido? Obteve o tão desejado emprego? 

Resposta: Sucesso





Clique AQUI para aceder ao site Employ Adam, onde poderá saber todos os detalhes sobre a história de SUCESSO de Adam Pacitti. 

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Entrevista de Emprego (Candidato)

Apresento um artigo publicado no portal Dinheiro Vivo que fornece os 10 textos que um candidato deve ler antes de uma entrevista.

http://www.dinheirovivo.pt


A entrevista para um emprego é a fronteira que marca a entrada, ou não, no mercado de trabalho. Como daí depende grande parte do sucesso da candidatura, o Dinheiro Vivo relembra-lhe aqui dez textos com os melhores conselhos sobre como se preparar para enfrentar com segurança um potencial empregador.




1. Rasteiras. Para os desempregados há bastante tempo ou os trabalhadores que procuram uma mudança de emprego, só o facto de ser chamado para uma entrevista é um si uma pequena vitória. Mas assim que as perguntas começam a ser disparadas, os entrevistadores colocam uma miríade de questões que não tem nada a ver com a sua experiência profissional ou com o cargo para o qual está a ser entrevistado. Será que você consegue ler nas entrelinhas das perguntas?

2. Insólito. O site de empregos CareerBuilder.com pediu a vários gestores para contarem quais as situações mais insólitas que já presenciaram durante uma entrevista. Conheça os episódios mais fora do comum em entrevistas de emprego. 

3. Redes Sociais. Uma consulta de dez minutos ao perfil do Facebook de um candidato a um trabalho é mais eficaz do que as tradicionais entrevistas feitas nos Recursos Humanos. As conclusões são de um estudo do "Journal of Applied Social Psychology", citado pela revista "Time", onde um professor universitário e dois estudantes analisaram perfis de vários jovens trabalhadores.

4. Difíceis. As perguntas nas entrevistas de emprego podem ser ou não inesperadas e uma das mais comuns é as empresas pedirem aos seus candidatos para descreverem os seus pontos fortes e fracos. Por outro lado, existem empresas como a consultora Bain & Company que pergunta aos seus entrevistados quantas bolas de pingue-pongue cabem nos compartimentos de bagagem dum avião 747. Questões incomuns, no mínimo.

5. Preparação. As pessoas têm diferentes talentos naturais em entrevistas de emprego. Mas mesmo as mais talentosas poderão não conseguir alcançar o seu objectivo se não se prepararem. Isto vai além de chegar a tempo, vestir-se de forma profissional, ser polido, e preparar-se para discutir todos os detalhes do seu currículo. É claro que estas coisas são importantes. Mas prepare-se para as entrevistas de forma a destacar-se. Adopte uma lógica diferente — a deles.

6. Pior pergunta. A pergunta do ponto fraco ainda sobrevive em muitas entrevistas de emprego. Não há pior e não favorece ninguém, nem quem está a contratar, nem que está a candidatar-se. Só há uma maneira de lidar com ela: tornando-a no ponto mais forte da entrevista. Ah… e esqueça lá isso da sinceridade.

7. Gestores. Uma entrevista de emprego é sempre um momento tenso, em que um candidato a um emprego tenta mostrar que é realmente a pessoa indicada para desempenhar determinada função. Porém, essa tarefa nem sempre é fácil, até porque uma entrevista de emprego, já se sabe, é um momento de tensão e nervosismo. Veja como fazem os gestores.

8. Especialista? Actualizar o estado do Facebook, twittar dez vezes por dia ou fazer um update bidiário do seu blogue onde escreve sobre os seus gostos e sobre a vida em geral não faz de si um especialista em redes sociais. Por isso, perguntamos: por que razão o escreve no seu currículo?

9. Procurar. Dizem os especialistas que a melhor altura para procurar emprego é depois das férias de Verão, o último trimestre do ano costuma ser, tradicionalmente, o momento adequado para encontrar algo. Desempregados, recém licenciados ou trabalhadores que procurem novos desafios são um exemplo das pessoas que podem aproveitar este período do ano para arranjar um novo trabalho.

10. Currículo. Regra geral, um empregador não gasta muito mais de 30 segundos da primeira vez que olha para um currículo. Só mais tarde o vai examinar em detalhe. Por isso, a primeira impressão é fundamental para quem envia uma candidatura a um posto de trabalho. O Dinheiro Vivo deixa-lhe aqui dez dicas sobre coisas a evitar quando faz e envia o seu currículo.

Fonte: http://www.dinheirovivo.pt/Guru/Artigo/CIECO036634.html?page=0

Sugestões de aprofundamento:
Como causar boa impressão:
http://expresso.sapo.pt/guia-da-entrevista-de-emprego-como-causar-boa-impressao=f774725
50 questões mais frequentes:
http://noticias.universia.com.br/destaque/noticia/2012/05/16/931786/as-melhores-respostas-as-50-perguntas-mais-frequentes-em-entrevistas-emprego.html

quinta-feira, 28 de março de 2013

Porque é que pessoas inteligentes tomam decisões irracionais todos os dias?

Após a leitura de um interessante livro de Dan Ariely apresento-vos algumas ideias fundamentais que sustentam o conceito de que somos Previsivelmente Irracionais. O autor usou o seu sofrimento pessoal (i.e., ainda muito jovem, como soldado de Israel, sofreu queimaduras em 70% de seu corpo) como um grande insight para suas teorias.

Através de experiências divertidas e surpreendentes, Dan Ariely demonstra através do seu livro Previsivelmente Irracional que a nossa capacidade de raciocínio tem defeitos provocados por forças invisíveis – emoções, relatividade, expectativas, normas sociais – que nos induzem a fazer escolhas previsivelmente irracionais. Assim o livro, além de ajudar a compreender e admirar a complexa beleza da natureza humana mostra-nos, como reconhecer as falhas que fundamentam as decisões que tomamos. Não apenas cometemos erros todos os dias, mas sempre os mesmos tipos de erros. Com impacto na análise e estatísticas tradicionais baseadas em ciências como economia, estatística, recursos humanos, marketing, negócios, etc. Refuta o senso comum de que nos comportamos de forma racional, explicando como expectativas, convenções sociais, e outras forças invisíveis distorcem as nossas decisões. 

Dan Ariely vai dando respostas às questões infra referidas explicando as experiências que foi fazendo ao longo dos anos com os seus alunos (Professor no MIT). Tudo isto à luz da economia comportamental, que o próprio define no livro como "um campo relativamente novo que aborda aspectos simultaneamente psicológicos e económicos". Não faria mais sentido se a economia se baseasse na forma como as pessoas realmente se comportam, em vez de como se deveriam comportar? Esta simples ideia é a base da economia comportamental, um campo de estudo emergente focalizado no conceito de que as pessoas sempre se comportam racionalmente e que muitas vezes se enganam nas decisões que tomam.

Porque é que decidimos fazer dieta mas desistimos logo que chega a sobremesa? 
Nunca lhe aconteceu ler uma ementa num restaurante, ter uma ideia daquilo que queria comer ou beber e acabar por alterar a sua escolha porque ouviu um pedido na mesa ao lado, ou porque resolve seguir o exemplo de quem partilha a mesa consigo? 
Porque será que um medicamento caro nos faz sentir melhor do que um barato? 
O custo faz a diferença na forma como nos sentimos?
Porque sobrevalorizamos o que temos e subavaliamos o que queremos adquirir? 
Porque não resistimos às novas compras? 
O que é tão cativante no "grátis"? 
Quem poderia estar interessado apenas numa opção quando, pelo mesmo preço, poderia ficar com as duas? 
Porque motivo as pérolas são tão caras? 
Porque gostamos de fazer coisas quando não somos pagos para o fazer? 
Porque é que o sexo altera o nosso comportamento? 
Porque somos desonestos sem o reconhecer? 
Porque ficamos mais honestos quando lidamos com dinheiro? 

Assim, os economistas comportamentais acreditam que as pessoas são suscetíveis às influências irrelevantes que as rodeiam - efeitos de contexto - às emoções irrelevantes, à falta de perspicácia e a outras formas de irracionalidade. As nossas ações e respostas diante dos desafios quotidianos são reflexos de nosso comportamento enquanto pessoas. Mas como saber e medir a influência do ambiente, do meio, das pessoas ou da cultura?

Os humanos raramente fazem escolhas absolutas. Não temos um medidor interno de valores que nos informe quanto vale cada coisa. A maioria não sabe o que quer, a não ser que o veja no contexto.

Os pratos principais caros do cardápio aumentam a receita dos restaurantes – mesmo que ninguém os compre. Por quê? Porque, embora os clientes geralmente não comprem o prato mais caro do cardápio, pedem o segundo mais caro (que pode ser elaborado para gerar uma margem de lucro mais alta). Somos induzidos, conduzidos.

Portanto, a questão é que os nossos ambientes visuais e de decisão são uma filtragem de cortesia dos nosso olhos, ouvidos, olfacto, tacto e, o grande mestre, o nosso cérebro. Quando falamos de compreender e digerir a informação recebida, não é forçoso que ela traduza claramente a realidade. Será mais uma representação desta e é essa a informação que nos baseamos para tomar as decisões. Na essência, estamos limitados aos instrumentos com que a natureza nos dotou e o modo natural como decidimos é limitado pela qualidade e precisão desses instrumentos. 

Exemplo:
Capítulo 1: A Verdade sobre Relatividade

As nossas decisões são relativas. Estamos sempre a fazer comparações. A maneira como as opções são apresentadas e a complexidade em compará-las influenciam a nossa escolha.

1. Vejamos Sam, um vendedor de TVs. Mostra 3 opções:
  • 36' Panasonic por $690
  • 42' Toshiba por $850
  • 50' Philips por $1,480
Qual escolheria?

Sam sabe que as pessoas tem dificuldade em comparar as opções. Quem consegue dizer se a Panasonic de $690 é melhor do que a Philips de $ 1.480?

Mas Sam sabe que dadas 3 opções, as pessoas geralmente escolhem a do meio. Qual ele coloca no meio? A que deseja vender.

2. Dadas 3 opções:
  • A
  • B (diferente de A, mas também interessante)
  • A- (similar a A, mas um pouco inferior)
Quase sempre escolhemos A, por ser fácil de comparar com A- e ser nitidamente superior.

Por exemplo, se tivermos que escolher entre férias em Paris (com café da manhã) e Roma (com café da manhã). É difícil decidir certo?

Se colocarmos uma 3ª opção: férias em Roma (sem café da manhã) aumenta a escolha das pessoas por Roma (com café da manhã). Se for feito com Paris, acontece o mesmo.

Isto é irracional. Esta 3ª opção ligeiramente inferior não deveria influenciar a escolha das pessoas por Roma ou Paris.

3. Quando a Williams-Sonoma lançou a sua máquina standard de fazer pão, as vendas foram más. Após lançarem a versão deluxe (maior e mais cara), a versão standard disparou nas vendas pois dava a impressão de ser barata.

 Predictably Irrational videos by chapter:

quarta-feira, 27 de março de 2013

"All work and all play"

Este vídeo é o resultado de diversos estudos realizados pela Box1824 (empresa de pesquisa especializada em tendências de comportamento e consumo). É um projeto sem fins lucrativos ou comerciais.
O vídeo descreve a evolução entre gerações relacionando a forma de trabalhar. "All work and all play" coloca lado a lado as motivações de cada geração - baby boomers, geração X e millennial - para explicar como as relações profissionais mudaram com o passar do tempo. Se a maior aspiração dos baby boomers era a estabilidade, já para os millennials, o mais importante é trabalhar com paixão.
No fundo, o vídeo é mais uma "análise" (mesmo que superficial) do que um julgamento de valor a respeito da designada geração Y. Uma geração que está disposta a viver novas experiências em busca de algo que a deixe feliz, inclusive no trabalho. Mostrando os novos formatos de relacionamento com o mundo e o tempo.
Em suma, penso que há alguns elementos no vídeo que podem provocar algum tipo de discussão, ainda assim, parece-me de louvar a iniciativa da Box1824 pela atualidade e adaptabilidade de pensamento.

    
Assista ao vídeo:   

sexta-feira, 15 de março de 2013

"Jolly Good Fellow"

www.businessinsider.com
O "Jolly Good Fellow" da Google, Chade-Meng Tan, fala sobre como a empresa exerce a compaixão nos negócios do dia-a-dia - e nos seus arrojados projetos paralelos. Contratado pela Google cinco minutos depois de ter enviado para lá o seu currículo, foi um colaborador exemplar, durante oito anos. Como se sabe, só os melhores conseguem ser aceites na Google, e que ali se valorizam os profissionais altamente criativos. Começou por brincar com a ideia de ser um Google Fellow, o cargo mais alto que um engenheiro ali pode alcançar. Depois, deu um novo embrulho ao que poderia ser mais um livro de autoajuda ("Procura dentro de ti" - best-seller na lista do New York Times), acrescentando-lhe um pormenor que faz toda a diferença: em vez de dizer-nos como reagir num momento de grande stress emocional, explica-nos, antes, como manter a calma, já que só depois devemos decidir o que fazer. 



Ofereceu o curso aos seus colegas, em 2007, e depois passou a divulgá-lo pelo planeta. A grande motivação, assinala, é criar as condições para se alcançar a paz mundial. Quer saber como? Veja o vídeo em baixo, compre o livro e passe à prática! Afinal como afirma Chade-Meng Tan, é como o exercício físico: podemos não conseguir ser atletas olímpicos, mas os seus benefícios funcionam com toda a gente!

E se a compaixão for também lucrativa?
E se a compaixão for também boa para o negócio? 

Se fosses mais simpático, seria tudo muito mais eficaz: "OTIMIZAR"
O perfil do grande líder, insiste Chade-Meng Tan, não dá margem para enganos: humildes, ambiciosos e com capacidade para compreender e criar empatia com as pessoas... 

Pensar fora da caixa: "AUTONOMIA"
Deixar os funcionários trabalhar livremente, que eles, certamente, vão acabar por fazer a coisa melhor... Exagerando um pouco na metáfora, a Google é aquele lugar onde os loucos mandam no hospício.

A felicidade é o estado natural da mente: "NOVOS HÁBITOS MENTAIS"
Imagine que, ao encontrar alguém, pensa: "Quero que sejas feliz, quero que sejas feliz", repetidamente. Segundo Meng, essa boa vontade é imediatamente compreendida pelos outros, mesmo que de uma forma inconsciente, facilitando-nos a vida porque cria confiança e, com ela, boas relações de trabalho. Tudo junto, faz com que o ambiente seja fértil para a tal compaixão, "o estado mais feliz do mundo". 

Fonte:  
- http://www.ted.com/talks/chade_meng_tan_everyday_compassion_at_google.html
- Revista Visão, n.º 1045, 14 a 20 de Março 2013, p.82.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Grupo CH (Projeto Be a Monster)

http://www.beamonster.pt/
Nada melhor, que divulgar e incentivar as grandes iniciativas. A Melhor Empresa para Trabalhar, eleita este ano no ranking da revista Exame”, está à procura de novos talentos para integrarem em regime de estágio profissional a sua equipa. O Grupo CH colocou em marcha o programa “Be a Monster”.  O programa quer filtrar os 15 melhores talentos entre os 250 selecionados para disputar as várias fases da competição. O prémio é, segundo Eva Matos, partner da CH, “a possibilidade de conhecer por dentro a melhor empresa para trabalhar, num estágio profissional remunerado com duração de nove meses”.

Para integrar este programa o Grupo CH procura jovens recém-qualificados (com licenciatura ou mestrado), após 2011, nas áreas da gestão e similares, psicologia, marketing, comunicação, engenharia mecânica ou qualidade. Os candidatos terão ainda de estar inscritos no Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), em condições de realizar estágio profissional, dominar informática na ótica do utilizador, serem fluentes em inglês, terem capacidade para trabalhar em equipa, sob pressão, de forma criativa e empreendedora e com elevado sentido de responsabilidade e organização.

Em paralelo com tudo isto, a empresa estará de olho nos candidatos que se destaquem pelo talento, criatividade e capacidade de integração na forma de estar na empresa, em permanente festa e celebração. Até porque como refere o seu fundador, António Henriques, “quem não gosta de festas até pode trabalhar cá, mas nunca chegará a partner da empresa”.

Apresentação Programa "Be a Monster": 

Etapa 1 “I want to be a Monster”
Queres ser um Monstro? Se já descobriste, não hesites… candidata-te! Para te inscreveres basta preencheres o formulário on line. Sê criativo e dá asas à tua imaginação!

http://www.beamonster.pt/

Etapa 2 “Looking for talent”

Nesta fase vamos encontrar o teu talento! Vamos ser monstruosamente exigentes e selecionar 250 jovens!

Etapa 3 “FINDING YOUR EDGE”

Limites? Já testaste os teus? Neste primeiro desafio “é preciso Acreditar!” Sendo a CH uma organização determinada prepara-te, porque “quanto maior o desafio, maior o gozo!”. Para a próxima fase seguem 120 candidatos!

Etapa 4 “LEARNING HOW TO BE A MONSTER”

Ser Monstro não é tarefa fácil e queremos preparar-te! Durante um mês vais ter formação intensiva e desenvolver as Basic Skills necessárias para enfrentar o mercado de trabalho e o que aí vem… já de seguida!
Seguem para a próxima etapa um máximo de 40 jovens que provem estar à altura do desafio!

 

 Etapa 5 “FINAL MATCH”

Já percorreste um caminho monstruoso! Agora, segue-se a Batalha final! A última hipótese para mostrares que és TU quem mais merece ser Monstro! Durante 48 horas intensas, serão vários os desafios apresentados aos candidatos que chegam a esta fase. Integram a fase seguinte um máximo de 15 sobreviventes!



Etapa 6 “LIKE A MONSTER”

Parabéns! Sê bem-vindo ao Mundo CH!! É aqui, na melhor empresa do Mundo, que irás estagiar e ser feliz!

 

Etapa 7 “Being a monster”

A sétima etapa não poderia deixar de ser a integração na festa! Esta é a cerimónia de encerramento e não vamos parar de te surpreender!

Nota Final: Candidaturas abertas entre 1 a 17 de Março.

Fonte:  
http://www.beamonster.pt/ 
http://aeiou.expressoemprego.pt

sexta-feira, 8 de março de 2013

Munir Virani: O porquê de adorar abutres

Normalmente falo de assuntos relacionados com pessoas, por isso, podem de alguma forma achar estranho ter um artigo designado de "O porquê de adorar abutres". Todavia, um problema global se levanta relativamente ao processo de extinção desta espécie, sendo que são vitais para o ecossistema como coletores naturais de lixo ao contrário de uma outra "espécie" de pessoas que nem isso consegue fazer e que normalmente é comparada a este animal, pior ainda, não está em vias de extinção, aliás prolifera a olhos vistos...! Quem vos parece que será!? Bem, para não ferir suscetibilidades, designo-os simplesmente como "Classe Política"...

Portanto, decidi apresentar este vídeo, já que este animal de acordo com a análise científica de Munir Virani necessita da nossa preciosa ajuda. Assim, solidarizo-me difundindo o vídeo,  mostrando a minha concordância e solidariedade com tudo o que foi apresentado. Reforço TUDO, especialmente esta distinta análise em cinco pontos essenciais das diferenças entre o "Abutre" vs "Classe Política". Ora vejamos:


Vídeo Completo: 


quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Heineken - “The Candidate” (entrevista de emprego)

A Heineken contratou um estagiário para actuar nos eventos que patrocina, nomeadamente a Champions League, e para isso realizou uma entrevista de emprego "diferente" com 1734 candidatos. Utilizando uma estratégia sustentada em técnicas alternativas (digamos assim), a intenção principal era tirar os entrevistados da sua zona de conforto com respostas prontas e ensaiadas.
O contratado só foi revelado durante o jogo Juventus e Chelsea da Champions....

Assista ao vídeo “The Candidate” que está a incendiar as redes sociais: 


É fantástico ver o entusiasmo dos profissionais de Recursos Humanos (RH) ao verem este vídeo nas redes sociais. Efectivamente as pessoas estão desejosas de algo "out of the box", algo que realmente as tire da zona de conforto. Ainda assim, algumas pessoas não acreditam que é possível fazer algo diferente e obter um resultado diferente. Não quer dizer que seja melhor ou pior, quer dizer que existem formas diferentes para obtermos resultados significativos. Não é fácil pensar fora da caixa e menos ainda, ser aceite por isso, portanto, na minha opinião, a Heineken tem um grande mérito em fazer com que todos nós possamos olhar/ pensar de forma diferente para sua campanha.  

Apesar do reconhecimento do mérito da campanha, penso ser importante deixar algumas questões no ar, especificamente: (1) Do ponto de vista prático, quantas empresas optariam por um processo semelhante, tendo em conta os riscos e custos envolvidos? (2) Quantos departamentos de RH têm a autonomia e criatividade necessárias para a realização de algo semelhante? 

Da minha parte, penso que estamos muitíssimo longe desta realidade. Ainda que, possa ser uma estratégia algo "radical" a que a Heineken utilizou, penso que podíamos e devíamos adaptar e inovar os processos de recrutamento e selecção às exigências dos novos tempos/mercados e perfil do candidato moderno. Sendo expectável, que o processo demonstrado teve o contributo do Departamento de Marketing, munido de recursos apropriados - "out of the box", para chegar aos seus propósitos, parece-me importante que os profissionais de RH se inspirem e lutem por um posicionamento actualizado e enquadrado em processos inovadores que consigam identificar valores muitas vezes perdidos nos candidatos modernos, tais como a solidariedade, humildade, etc...

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

A sua reputação digital já vale mais que um currículo

Apresento um artigo publicado no portal Dinheiro Vivo no qual revela a importância que os comportamentos online têm para os recrutadores e empregadores, que os traduzem em "reputações digitais" 

Fonte: http://www.digitaltrends.com

30/10/2012 | 12:29 | Dinheiro Vivo
Os americanos estão agora a passar mais tempo nos sites de redes sociais de que em todos os outros sites combinados. Só o Facebook tem mais de mil milhões de utilizadores — o que corresponde a 15% da população mundial e quase 50% dos utilizadores da internet, que passam uma média de 15 minutos por dia no site. E isto é só um site; imagine se acrescentássemos o Twitter, LinkedIn, Google+, Weibo, Renren, Orkut, e todos os outros. 




Como consequência de passarmos tanto tempo online, deixamos agora rastos da nossa personalidade em todo o lado. De facto, e a menos que nunca tenha usado a Amazon, Gmail, Spotify, Tripadvisor, Netflix, ou qualquer infinidade de outros sites, terá não um, mas múltiplos perfis online. 
No início, os perfis só tinham interesse para esses sites, que personalizavam a nossa experiência de consumidos oferecendo-nos produtos congruentes com as nossas preferências e valores ("se comprou este filme, poderá estar interessado em comprar ..."). No entanto, os nossos comportamentos online também têm agora interesse para os recrutadores e empregadores, que estão a tentar desesperadamente traduzi-los em "reputações digitais" e usá-los para encontrar talento online. Vejo três razões para que os empregadores tenham a probabilidade de encontrar os seus líderes futuros no ciberespaço.
Primeiro, a Rede faz com que recrutar seja mais fácil para os empregadores e aspirantes a empregados. Por exemplo, uma empresa com 100 funcionários terá provavelmente o mesmo número de empregados no Facebook ou LinkedIn, e cada um deles terá pelo menos 100 ligações nestes sites de “networking” — isto significa visar 10 mil pessoas que são ligações em primeiro grau, e como estas terão pelo menos 100 ligações cada, o anúncio de emprego poderá atingir mais de 1 milhão se incluirmos ligações de segundo grau. Para os funcionários, passar o tempo no Facebook ou Twitter enquanto estão no trabalho poderá afinal não ser uma coisa inútil — poderá ajudá-lo a encontrar um emprego mais desejável (ou a ser encontrado). De facto, 1 em cada 6 pessoas à procura de emprego atribui às redes sociais os créditos de terem encontrado um emprego melhor.
Segundo, a Rede faz com que o recrutamento seja menos parcial e fechado a determinados círculos. A maioria dos recrutadores já está a usar as redes sociais para identificar funcionários com talento fora das suas redes de conhecimentos habituais. Segundo um inquérito realizado pelo Jobsite este ano, 54% dos recrutadores usa o Twitter, 66% o Facebook, e uns surpreendentes 97% o LinkedIn, como ferramentas de recrutamento. Embora isto alargue o grupo de possíveis candidatos, os recrutadores continuam sujeitos aos mesmos preconceitos que existem no mundo físico (nomeadamente, inferências preconceituosas sobre o carácter ou valores de alguém com base nos seu aspeto). No entanto, é mais fácil criar e implementar métodos fiáveis online do que offline, onde a química e a subjetividade nunca serão eliminados. Por outro lado, as reputações digitais captam muitas horas de comportamentos online, e ao contrário do que acontece com as ações, o comportamento anterior dos seres humanos é o melhor indicador do comportamento futuro.
Fonte: http://www.telegraph.co.uk
Terceiro, a análise de dados na Rede pode ajudar os recrutadores a tornarem-se mais eficientes. Os dados de grande volume podem fornecer a melhor resposta às grandes questões relativas à identificação de talentos, se fizermos às perguntas certas aos dados. Não só existe uma abundância de dados, como se está a tornar cada vez mais fácil, rápido e barato gerar mais dados (relevantes). Os algoritmos de agregação de dados estão a crescer exponencialmente — o Klout poderá não ser a melhor medida de "influência social," mas continua a ser útil e muito fiável, e as alternativas futuras serão sem dúvida melhorias. A integração de dados — combinar os múltiplos perfis das pessoas num só — é o próximo passo, e já está a acontecer. Em breve, será fácil saber que a pessoa que compra livros do Colin Dexter na Amazon é a mesma pessoa que aluga o Inspector Lewis on Netflix, verifica os dados do Hotel Randolph no TripAdvisor, e pesquisa voos para Heathrow no Kayak. Se já comprou um par de sapatos na Zappos e depois viu esses mesmos sapatos anunciados quando se ligou de novo ao Facebook, isto já lhe aconteceu. A pergunta passa então a ser: como é que os recrutadores reúnem toda esta informação para quantificar potenciais funcionários?
Se pensa que isto é assustador, poderá querer refletir sobre as alternativas: perder um emprego melhor, passar uma infinidade de tempo a atualizar o seu CV, preencher dezenas de candidaturas a emprego, ou viver a sua vida completamente offline (o que seria mesmo uma vida muito solitária). Além disso, ser um ludita provavelmente prejudicará a sua carreira. Os recrutadores considerarão os candidatos não empregáveis se não conseguirem encontrar informação sobre eles online — a menos que esteja a esconder uma história indesejável ou não exista, espera-se agora que tenha um perfil online.
A grande implicação é que precisará de investir uma quantidade considerável de tempo a gerir a sua reputação digital. A única coisa pior do que não ter um perfil é ter um perfil indesejável. Na verdade, as suas hipóteses de ser escolhido por um “headhunter” online são inversamente proporcionais à quantidade de autorrevelações inadequadas encontradas no seu perfil do Facebook ou do Twitter. O “Egosurfing” — ou “self-googling” (pesquisar-se a si próprio no Google) — é agora mais importante do que atualizar o seu CV.
Iremos assistir em breve à proliferação de sistemas de aprendizagem de máquinas que farão corresponder automaticamente os candidatos a empregos e organizações específicas. Imagine que em vez de receber recomendações de filmes do Netflix ou recomendações de férias da Expedia, recebia ofertas de emprego diárias do Monster ou do LinkedIn — e que esses empregos eram realmente os indicados para si.
Agora só faltava poder também enviar os nossos “avatars” para o trabalho enquanto ficamos na cama.

Fonte:  http://www.dinheirovivo.pt/Emprego/Artigo/CIECO067259.html?page=0

Sugestão de Aprofundamento:

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

François Pienaar inspira estudantes da Porto Business School

No passado dia 4 de Fevereiro de 2013 pelas 19 horas, tive o privilégio de assistir a uma fantástica sessão especial na Porto Business School que teve como orador inspirador François Pienaar, o histórico capitão da equipa de rubgy sul-africana (The Springboks) que se sagrou campeão no mundial de 1995.

Durante a primorosa sessão, conduzida por Nuno de Sousa Pereira, Dean da Porto Business School, o orador, cuja jornada de liderança inspirou Clint Eastwood para o filme Invictus (2009), respondeu às perguntas da audiência sobre o tema “The Courage to Lead”. 

Durante a sessão, tive o prazer, da companhia do meu ilustre amigo e colega de Pós-Graduação, António Machado Vaz, que teve o cuidado de partilhar com amigos que não tiveram a oportunidade de estar presentes a sua perspectiva do discurso emocional de François Pienaar. Neste sentido, e com o devido aval do autor, transcrevo a partilha: 

Meus Caros,

   Ontem fui ver à EGP o François Pienaar, capitão da selecção de rugby da Africa do Sul que venceu o campeonato do mundo de 1995 – e que inspirou o filme “Invictus”
   Falou da sua experiência com Nelson Mandela, da sua carreira desportiva e tirou algumas conclusões sobre a liderança no desporto e a forma como pode ser aplicada á gestão.
   Este vídeo é um belíssimo complemento à conferencia de ontem e para que se perceba a importância desse campeonato para unir a Africa do Sul enquanto país e para evitar uma guerra civil.
    Quando Mandela saiu da cadeia - depois de 27 anos preso na ilha de Roben, numa cela 2m por 4m, da qual só saía para ir "dar uma perninha" nos trabalhos forçados - estava toda a gente á espera que se iniciasse uma guerra civil. Os negros teriam finalmente a merecida vingança, depois de 50 anos de apartheid. E o que é que o homem fez? Perdoou a toda a gente! 
   Mas o Mandela é o Mandela! O resto dos negros continuavam sedentos de vingança e várias facções radicais estavam dispostas a entrar em conflito.

Como se sai de uma situação aparentemente irresolúvel?

Como se apagam 50 anos de ressentimento, de abusos e humilhações?


A conclusão final é que há, de facto, lideres inspiradores, que motivam as pessoas a excederem-se e a ultrapassarem circunstâncias aparentemente impossíveis;

Que mudaram o paradigma e abordaram o problema de uma forma inovadora.

John Kennedy  viveu a crise dos misseis de Cuba – provavelmente o momento em que o mundo mais perto esteve de uma guerra nuclear. Em Maio de 61, disse “até ao fim da década vamos pôr um homem na lua”. Mudou o paradigma; alterou o foco: em vez de combater com os russos, resolveu competir com eles.
 
Histórias destas dão-nos força para acreditar que é possível dar a volta à situação que vivemos actualmente.

De notar que Pienaar terminou a conferência fazendo um apelo à ética e aos princípios, citando Rudyard Kipling:
 
When you get what you want in this struggle for self,
And the world makes you king for a day
Then go to your mirror and look at yourself
And see what the man has to say.
For it isn't your father, your mother or wife,
Whose judgement of whom you must pass,
The fellow whose verdict counts most in your life,
Is the guy staring back in the glass.
He is the man you must please never mind all the rest,
For he's with you clear up to the end.
And you have passed your most difficult and dangerous test,
When the man in the glass is your friend.
You can be like another and chisel a plum,
And think you're a wonderful guy,
But the man in the glass says you're only a bum,
If you can't look him straight in the eye.
You can fool the whole world, down the pathway of years,
And get pats on the back as you pass,
But your final reward will be heartache and tears,
If you've cheated the man in the glass.
 
Sem dúvida, um exemplo a seguir.
 
António Machado Vaz

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Amy Cuddy: A nossa linguagem corporal molda quem somos

A linguagem corporal influencia o modo como os outros nos vêem, mas pode também mudar a forma como nos vemos a nós próprios. A psicóloga social Amy Cuddy mostra-nos como "adoptar poses de poder" - assumir uma postura confiante, mesmo quando não nos sentimos confiantes - pode afectar os níveis de testosterona e cortisol do nosso cérebro, e pode mesmo ter impacto nas nossas hipóteses de sucesso.



--> "Don't fake it till you make it. Fake it till you become it.” 

--> Tiny Tweaks --------------------->>>> BIG CHANGES
 
Fonte: http://www.ted.com/talks/lang/pt/amy_cuddy_your_body_language_shapes_who_you_are.html

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Case Study da Scripps Health

* Por Sarah Lewis-Kulin
"Se defender as suas pessoas, for credível e honesto com elas, e possuir a confiança delas, não precisará de guiá-las, pois elas estarão à sua frente. Elas estarão em seu redor, cuidarão de si e irão protegê-lo" - Chris Van Gorder, CEO, Scripps Health
O que é preciso para mudar o sistema de um grande hospital caracterizado por prejuízos, alta rotatividade, falta de pessoal e por ameaças legislativas e sindicais? Chris Van Gorder sabe: ele encontrou esse ambiente quando se tornou CEO da Scripps Health em 2000. Desde então, a organização sofreu uma reviravolta, focando não só o desempenho financeiro do sistema, mas também no compromisso de transformar a cultura do ambiente de trabalho.
Scripps Health é um sistema de saúde sem fins lucrativos voltado para a comunidade, com cinco hospitais de cuidados intensivos em quatro locais e 22 clínicas em San Diego, Califórnia. A Scripps tem mais de 13.000 colaboradores e mais de 2.600 médicos associados.
Este estudo mostra o caminho percorrido pela Scripps Health ao tornar-se uma Melhor Empresa para Trabalhar, incluindo a forma como avaliou, identificou e melhorou o seu ambiente de trabalho. Como resultado dos seus esforços, a Scripps Health presenciou uma grande melhoria no desempenho financeiro, nas taxas de rotatividade, e na motivação dos colaboradores. Nos últimos 10 anos, os resultados dos colaboradores melhoraram em 54%, enquanto o sistema observou uma redução de custos de mais de 70 milhões de dólares e aumentou seu lucro anual em mais de 1200%.

 Download do Case Study [Inglês]

* Fonte: http://www.greatplacetowork.pt/publicacoes-a-eventos/publicacoes/223-case-study-do-scripps-health

Da ilha à multiplicação de recursos financeiros e de talento

A AESE, como resultado da sua atividade de investigação, publicou, em Novembro de 2012, o caso “O Projecto Open na Portugal Telecom”. O caso descreve o lançamento de uma iniciativa de inovação na PT, abrangendo toda a empresa, que é líder em telecomunicações em Portugal.

Sem pôr em causa a tradição inovadora da empresa, Zeinal Bava formou uma pequena equipe para lançar um projecto mobilizador de todos os colaboradores, o Projecto Open, desenvolvendo um variado e estruturado processo de transformação até 2013, que já obteve resultados assinalados. Sendo a Inovação uma área estratégica de competitividade para as empresas que operam em Portugal, é oportuno que, depois da apresentação do caso e das lições aprendidas a replicar noutras organizações, os seus valores de fundo e os seus objectivos de longo prazo fossem apresentados.

Projeto Open da PT por Zeinal Bava



Fonte: www.aese.pt

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Gestão de Equipas - Efeito das Palavras

Sigmund Freud afirmava que a palavra é o mais parecido que temos com a magia. Somos capazes de fazer rir, chorar, desesperar ou iludir apenas com a palavra. Sem tocar... Com as palavras certas, somos capazes de acabar de afundar uma pessoa ou, pelo contrário, ajudá-la a fazer um esforço extraordinário que lhe permita sair do poço. Por isso, devemos ter consciência desse poder. E usá-lo com a responsabilidade que se deve usar qualquer poder. 

Uma frase de ânimo num determinado momento pode ajudar um colega a superar-se, a conseguir melhores resultados ou a ter uma atitude muito mais positiva com os seus colegas. Mas também pode conduzir a um beco sem saída, que destrua o ambiente e seja muito negativo, tanto para si como para os outros. 

Muitas pessoas desculpam-se dizendo que são muito sinceras, que dizem o que pensam. Pode ser. Ainda assim, num grande número de ocasiões, é a desculpa dos malcriados que, descobrimos depois, não tão sinceros com os seus superiores como com outras pessoas. É preferível uma atitude construtiva, dizendo o mais acertado para produzir o efeito desejado e tendo em conta a situação pessoal do destinatário dessas palavras. Se não temos em conta o interlocutor, é melhor falar sozinho. 

Al Pacino Inches Speech 


Citando o Prof. Jorge Araújo : "Mais do que saber, é preciso fazer, deixando junto daqueles que nos rodeiam um rasto de honestidade, coerência, competência e de constante preocupação com os outros, desprendendo-nos quanto possível do nosso… “umbigo”…".

Kimi Raikkonen's Words Will Change Your Life

 

Devemos pensar antes de falar e reflectir nos efeitos que certas palavras podem ter em quem nos ouve.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Recrutamento no Youtube

A Internet e as ferramentas a ela associadas podem também prestar apoio às actividades de recrutamento através de imagens vídeo.

Apple Recruitment 

  

 Facebook Recruiting

 Cisco Recruitment

 Microsoft Recruitment

 

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Vídeo Motivacional com cenas do filme Gladiador

Sucesso, reconhecimento, fama, glória. Muitos de nós lutamos por motivos assim. Mas não se constrói um bom nome da noite para o dia. É preciso trabalhar muito. Ainda que haja tropeços e quedas, é preciso superar os obstáculos (... ) Não é fácil adaptar-se aos novos meios, ou usar recursos aos quais não estávamos familiarizados. Mas todo guerreiro sabe que pessimismo e insegurança nessa hora só atrapalham. Ainda que a ameaça venha de vários lados, com agilidade, força e determinação podemos alcançar o resultado. A combinação de energia e inteligência, assim como o equilíbrio entre a razão e a emoção são fundamentais para o sucesso. É uma sensação extremamente agradável chegar ao fim de uma etapa com a consciência do dever cumprido. E obter a consagração, o respeito de todos, o reconhecimento dos colegas, a admiração das pessoas que amamos... Ouvir o próprio nome com orgulho. Aquele orgulho de quem viu nos obstáculos a oportunidade de crescer. O orgulho de quem soube enfrentar as turbulências da vida e vencer... O orgulho de ser um vencedor que não abriu a mão dos seus maiores fundamentos.

Palestras | Motivational Speakers

Daniel Godri | Estique seus limites e aumente seu valor 


Jack Canfield | Segredo do Sucesso  

 

João Catalão - Criatividade em Vendas

 

Jorge Araújo - TEDx UTL 

 

Porto Business School Leadership Grand Conference 2013 | Great Leaders on Leadership

5 de Fevereiro de 2013 | 14h00 | Casa da Música | Porto

Num contexto marcado por constantes desafios económicos, políticos e sociais, sente-se cada vez mais a necessidade de lideranças fortes, inspiradoras, capazes de encorajar um espirito de superação e resiliência.
A Porto Business School Leadership Grand Conference é uma conferência ímpar em Portugal. Desde 2010 reúne, anualmente, mais de 1000 líderes na emblemática Casa da Música, no Porto, num programa inovador de meio-dia, onde se apresentam os últimos conceitos e tendências sobre liderança.
"GREAT LEADERS ON LEADERSHIP" é o tema escolhido para a edição de 2013 da Porto Business School Leadership Grand Conference. O alinhamento deste ano reúne três líderes carismáticos, com experiências em áreas muito distintas: Linda Rottenberg, Sir Terry Leahy e François Pienaar. Um programa de formação inspirador e singular, que pretende explorar o conceito de líder, enfatizando características díspares que fazem um líder excecional e único.
Uma conferência memorável que transformará a audiência da Casa da Música e a sua conceção do líder no contexto de desafios sociais, económicos e políticos que pautam a atualidade.


EGP-UPBS Leadership Grand Conference 2012 | Best of

A edição de 2012 juntou três oradores num programa inspirador e esclarecedor sobre o poder do líder enquanto concertador de vozes num mundo e economia cada vez mais globalizados.