domingo, 5 de julho de 2020

Obedeça ao Número de Dunbar vs Liderança

Artigo redigido por Davide Gouveia*    
DG87|2007-2020

A obra intitulada Líderes se servem por último de Simon Sinek que li recentemente me mostrou um conceito que me fez refletir e explorar mais o assunto, conceito esse denominado de "Número de Dunbar. Abaixo ensinamentos sobre o tema que o fantástico Simon Sinek partilhou na obra. 

O professor Dunbar (professor da Universidade de Oxford, é um dos mais importantes
estudiosos da psicologia evolutiva)com base no volume do neocórtex, descobriu que as pessoas simplesmente não conseguem manter mais do que 150 relacionamento próximos.

Como Dunbar gosta de dizer: "Em outras palavras, é o número de pessoas com quem você não sentiria vergonha de se juntar para tomar uma bebida sem ser convidado caso encontrasse em um bar". 

Os Grupos mais antigos de Homo Sapiens viviam em tribos de caçadores/coletores que reuniam entre 100 ou 150 pessoas. As comunidades amish e huteritas reúnem cerca de 150 pessoas. Os bosquímanos da Africa da Sul e os nativos norte-americanos também vivem em grupos de 150 pessoas, no máximo. Até uma companhia de fuzileiros navais tem 150 pessoas. Esse número mágico é o número de relacionamentos próximos que conseguimos manter naturalmente. Qualquer coisa acima disso é um luta para nosso cérebro, então pessoas acabam saindo do fim a lista quando adicionamos mais ao topo.

O Número de Dunbar é importante quando se fala em gestão e liderança de equipes, ser líder passa por várias características pessoais, mas a organização pode influenciar negativamente sobre essa liderança ao definir sua estrutura organizacional. O número de Dunbar está estritamente ligado ao que chamamos de amplitude de controle que é o limite técnico de pessoas que um gestor pode liderar. Quando a própria estrutura da organização permite que um gestor ultrapasse esse limite, coloca em risco todo o processo sob seu controle.

Analisadas de perto, as razões para que os grupos funcionem melhor quando não têm mais de 150 pessoas fazem muito sentido. 
1. TEMPO: DIA = 24H -> Se reservarmos 2 minutos para cada pessoa que conhecemos, não conseguiríamos conhecê-las direito e, provavelmente, nunca formaríamos vínculos profundos de confiança.
2. Capacidade Cerebral: É por isso que o número de Dunbar é 150, embora alguns se lembrem de mais gente e outros, de menos. Além disso, como Dunbar percebeu em sua pesquisa, em grupos maiores que 150, as pessoas tendem a não se esforçar tanto no trabalho e a não se ajudarem tanto. É uma descoberta muito importante, uma vez que tantas empresas trabalham para crescer focalizando a eficiência de seus custos e ignoram a eficiência dos relacionamentos humanos.

Em última análise, é a força desses relacionamentos humanos que podem ajudar uma organização a controlar a escala. Por exemplo na construção das squads no Spotify, é aplicado a limitação do número de Dunbar [2], ou seja, em torno de 100 pessoas. O colosso empresarial Gore-Tek, que emprega mais de 10 mil colaboradores, continua também a organizar as suas fábricas e escritórios em grupos de trabalho não superiores a 150 pessoas.

Em organizações e/ou equipes pequenas, nas quais conseguimos conhecer todo o mundo, é muito mais fácil fazer o trabalho necessário para cuidar das pessoas. Por motivos óbvios, é mais provável, cuidarmos das pessoas que conhecemos do que daquelas que não conhecemos. Se uma pessoa na fábrica sabe quem é o contador e o contador conhece os operadores de máquinas, é maior a probabilidade de se ajudarem mutuamente. 

Quando um líder consegue conhecer pessoalmente todos os membros do grupo, a responsabilidade sobre eles se torna pessoal. O líder começa a considerar as pessoas por quem é responsável como membros de sua família. Do mesmo modo, os membros do grupo começam a se sentir donos de seu líder. Em um pelotão de fuzileiros navais cerca de 40 pessoas, por exemplo, geralmente eles se referem a seu oficial como "nosso" tenente; o oficial sênior, mais distante e menos visto, é simplesmente "o" coronel. Quando esse sentimento mútuo de propriedade entre líder e liderados começa a se perder, quando a informalidade é substituída pela formalidade, temos um sinal claro de que o grupo deve estar ficando grande demais para ser liderado com eficiência. 

Em organizações maiores, a única maneira de administrar a escala e manter forte o circulo de segurançaSimon Sinek é peremptório ao afirmar que nas várias organizações que estudou, as quais parecem desafiar a lógica vigente em épocas de crise, pois não procederam a nenhum despedimento, encontrou um padrão similar: em todas elas, os trabalhadores sentem-se seguros. Sentem que a pessoa que têm à sua esquerda, bem como à direita, estaria disposta a protegê-las caso algo de mal sucedesse. Todos os dias somos confrontados com perigos, seja na vida pessoal, como empresarial, e quando nos sentimos seguros, coisas extraordinárias começam a acontecer - é confiar nas hierarquias. Assim a única maneira de administrar bem em escala é fortalecer os níveis gerenciais. Eles não podem mais ser vistos como gerentes que controlam pessoas. Os gerentes precisam se tornar líderes que precisam assumir a responsabilidade de cuidar de seus liderados, gerando proteção. 

Falando de Liderança a definição antropológica de Simon que caracteriza um (bom) líder como alguém que coloca os interesses dos outros à frente dos seus próprios, tem também eco nas pesquisas que realizou sobre as tribos de homo sapiens. “Quando olhamos para os primórdios da humanidade, subjacente ao critério da existência de um alfa – um líder -, está também um compromisso face ao bem-estar do grupo”, garante. Ora, quando nos sentimos seguros no meio dos nossos semelhantes, existe uma predisposição muito maior para redireccionar a nossa energia no sentido de nos protegermos a nós próprios e aos nossos interesses. De acordo com os argumentos de Sinek, passa-se exactamente o mesmo no mundo moderno dos negócios.

As organizações em que as pessoas trabalham com maior eficácia enquanto equipas têm culturas significativamente diferentes daquelas em que os empregados tendem a não cooperar tão facilmente. Ou, por outras palavras, as organizações com culturas fortes que se concentram em colocar as necessidades das suas pessoas à frente das dos seus líderes são mais eficazes. Como sublinha o autor mais uma vez, são organizações onde os líderes “comem”por último.
Adicionalmente, e à medida que foi travando conhecimento com muitos líderes de excelência – muitos deles considerados como verdadeiros heróis [uma boa parte da sua pesquisa foi realizada, como já anteriormente mencionado, junto das forças militares dos Estados Unidos] – Sinek acabou por ter de recusar uma premissa que, inicialmente, tinha tomado como certa: a de que estas pessoas fora de série teriam de possuir um traço de personalidade específico que as distinguisse das demais. Todavia, quando começou a questioná-las sobre os motivos que as levavam a agir com heroísmo, arriscando as suas próprias vidas para ajudar os outros, a resposta era, geralmente, a mesma: “porque eles fariam o mesmo por mim”. E foi assim que, na sua pesquisa, partiu para uma nova hipótese: não são as pessoas extraordinárias que se tornam, necessariamente, heróis; ao invés, as pessoas heróicas são simplesmente, membros de organizações que possuem um nível muito elevado de confiança mútua.
“Somos, naturalmente, animais cooperativos. A nossa inclinação natural é para confiar e cooperar. Todavia, a confiança e a cooperação não funcionam como ‘instruções’. Não basta dizer ao outro que pode confiar em mim, e também não é possível ordenar a duas pessoas que cooperem entre si”, escreve o autor. “A confiança e a cooperação são sentimentos induzidos pelo ambiente onde trabalhamos, sendo que o mesmo é criado pelos líderes”, acrescenta.
Mais uma vez, o autor argumenta que quando os trabalhadores se “sentem seguros” e que quando os líderes mantêm o interesse dos mesmos em mente, a reacção natural dos humanos é “cuidar uns dos outros”, trabalhando mais arduamente, de forma mais inovadora e colocando ao serviço as suas melhores competências e talentos”.
Inversamente, quando os números têm prioridade sobre as pessoas, o resultado cifra-se numa organização na qual as pessoas não se sentem seguras. Por sua vez, ao não se sentirem seguras no seu interior, não reúnem as condições necessárias para trabalharem em conjunto de forma a enfrentar os inúmeros desafios provenientes do seu exterior. E quando o sentimento de segurança está bem patente – o já mencionado Círculo – o trabalho em equipe cifra-se em formas extraordinárias que dão origem ao sucesso de longo prazo.
Voltando ao tema central, o professor Dunbar descobriu que nas empresas maiores, aqueles com muitas centenas ou milhares de colaboradores que não estão distribuídos em grupos com menos de 150, os funcionários tendem a ter mais amigos fora do trabalho do que nele. Quanto maior o grupo de pessoas com quem trabalhamos, menor a probabilidade de desenvolvermos relacionamento de confiança com eles. 
Como complemento ao tema, resgato uma entrevista publicada no site da revista VEJA (https://veja.abril.com.br/ciencia/quantos-amigos-voce-consegue-ter/), em que Dunbar com algumas respostas aprofunda o exposto acima, partilho abaixo 3 perguntas e respostas que considero excelentes complementos a este tema: 
1. Como o senhor chegou ao “número de Dunbar”, que determina a média de 150 amigos por pessoa? Esse número se mantém o mesmo desde os primórdios da humanidade. Entre os primatas, a quantidade de amigos é determinada pelo tamanho do cérebro. Quanto maior o cérebro, maior é a capacidade do indivíduo de estabelecer vínculos de amizade. Os macacos, por exemplo, mantêm uma comunidade restrita a cinquenta integrantes. É uma fórmula de sucesso. Durante milhares de anos o ser humano viveu em aldeias e vilarejos. Há pouco mais de um século habitamos grandes cidades, com populações numerosas. Ainda assim, nosso círculo social funciona da mesma maneira de milênios atrás. Aqueles que conhecemos pessoalmente, em quem podemos confiar e com quem temos alguma afinidade não passa de 150. Um dos primeiros estudos que fizemos para comprovar esse número ocorreu em 1993, quando pedimos para que famílias inglesas enviassem cartões de natal para sua rede de conhecidos, uma tradição forte no país. Ao fim da pesquisa, descobrimos que o número de pessoas que receberam esses cartões foi aproximadamente esse, 150. Dentro desta rede estavam familiares, amigos, vizinhos e colegas de trabalho.
2. Qual é o impacto das redes sociais digitais nas relações humanas, sobretudo nas de amizade? As redes, como o Facebook, mudaram a forma como nos relacionamos com os amigos que estão distantes e, por isso, tornaram-se tão populares. Elas criam, no entanto, a falsa impressão de que possuímos muitos amigos. Encontrar a pessoa pessoalmente e conviver com ela faz toda a diferença. Nesse sentido, o Skype é melhor, pois proporciona a “coexistência” do outro, ainda que virtualmente. O problema é que o Facebook classifica todo mundo como amigo. Muitos ali são apenas conhecidos – muitas vezes, quase desconhecidos. Compartilhar informações pessoais com quem não se tem intimidade cria a falsa sensação de amizade. Na realidade, a média de 150 amigos por pessoa mantém-se inalterada, independentemente das redes sociais digitais. 
3. Por que não conseguimos manter uma rede maior de amigos? O problema não é capacidade de memória. Conseguimos fazer isso com um número muito superior a 150 indivíduos – saber quem são e o que fazem. A questão é o tipo de relação que mantemos com as pessoas. Qual é o papel que elas têm em nossa vida? Quanto tempo nós investimos na relação com elas? Dos 150 amigos, cinquenta são considerados bons amigos. Desses, apenas quinze podem ser chamados de melhores amigos. E entre eles, somente cinco pertencem à categoria dos amigos íntimos, aqueles que você procura quando está com problemas, pede conselhos, busca consolo e até mesmo aceita dinheiro emprestado. É importante lembrar que o número 150 é uma média. Ele pode variar, conforme a personalidade de cada pessoa, suas habilidades sociais e seu gênero. Alguém com mais traquejo para lidar com os mais diversos tipos de pessoas, obviamente tende a ter um círculo de amizade maior. Da mesma forma, acontece com os extrovertidos –ainda que o vínculo estabelecido por eles seja menos profundo do que os firmados entre os introvertidos e seus amigos. 
Em síntese, a frequência do contato é sem dúvida o que mais importa na construção de uma amizade, relação entre líder e liderados e/ou colegas de trabalho. A intensidade da relação depende muito do quanto você vê a pessoa e do tempo que você gasta com ela. 
Portanto, por mais simples que seja um processo, organizações que desejam bons líderes devem estar atentas à sua estrutura organizacional de forma a não permitir que essas anomalias organizacionais ocorram. Se bons líderes nascem ou se formam, é uma longa discussão, mas ao ultrapassar o Número de Dunbar e a amplitude de controle, líder nenhum pode fazer um bom trabalho.
* Manager do Blogue desde Outubro de 2007. 

domingo, 28 de junho de 2020

"Lista de Profissões no mundo: Vendedor"

Artigo redigido por Davide Gouveia*    
DG86|2007-2020

Hoje (28/06) Alfredo Soares (Co-fundador do Gestão 4.0) fez uma postagem* (link no final deste texto) com o titulo: "Lista de Profissões no mundo: Vendedor." 

CONCORDO 100%. "Nada acontece até que alguém venda algo."

Qual o momento da nossa vida que vendemos alguma coisa? Precisa necessariamente vender somente bens físicos? E sua imagem como profissional não conta? Suas idéias não contam? Como convencer uma pessoa que você é a pessoa certa, de que seu candidato é o correto? 

Normalmente não nos damos conta de como a VENDA faz parte do dia a dia de nossas vidas. Mas, quando avaliamos melhor, nos damos conta de que estamos quase sempre envolvidos nesse processo, seja no papel de vendedores ou de compradores. De um modo geral, acreditamos que a  VENDA ou o ato de VENDER  se resume ao esforço de  convencimento que acontece quando você, cliente, não quer comprar, e do outro lado tem alguém no papel de vendedor tentando lhe empurrar, a todo custo, algum produto. 

As pessoas enxergam vendedores como sendo aquelas pessoas que vendem serviços e produtos, seja nos estabelecimentos, nas ruas, de porta em porta, pelo telefone, whatsapp, mas não é bem assim.
É óbvio que essas pessoas são vendedoras, mas não paramos por aí, não é somente isso que se vende, muitas pessoas não trabalham diretamente como vendedor, todos vendemos algo, somos todos vendedores de nossos papéis e compradores esperançosos - tal como quem nos compra - dos papéis dos outros que nos rodeiam.  
Venda acontece em nossas vidas o tempo todo, sem que tenhamos consciência disso. Do momento que acordamos até a hora de irmos dormir, em todos os instantes, somos vendedores ou compradores. Da nossa imagem, nossas ideias, nossos projetos, sonhos. Se olharmos à nossa volta, vamos perceber que tudo que nos cerca foi vendido por alguém. Tal fato não se limita à aquisição de produtos. Quando vamos a um médico, dentista, restaurante, oficina mecânica, salão de beleza, academia, vamos atribuir um conceito de qualidade. É este conceito que irá determinar a nossa disposição de voltar ao estabelecimento ou indicar o serviço para alguma pessoa amiga desde que a venda tenha sido bem feita. Atender e tratar bem clientes é venda em estado puro. 
Outro exemplo, quando você vai a uma entrevista de emprego por exemplo, você está ali se vendendo, ou seja, colocando ao selecionador todas as suas qualidades, habilidades e conhecimentos, com isso, você precisa fazer com que este representante da empresa o(a) contrate e acredite no que você diz (vende).
Ou seja, caso a venda seja recíproca, ou seja, nós estamos vendendo algo para alguém e esse alguém está nos vendendo algo, muito comum nos relacionamentos pessoais, isso nos faz ser também um vendedor, muda o tipo de produto, de serviço, mas não muda o processo de venda, fazemos vendas todos os dias em nossas vidas, a diferença é única e exclusivamente alinhamento de conceitos, achamos que vender é algo relacionado somente a produtos e serviços.
Isso acontece em todos os momentos de nossas vidas, basta prestarmos atenção, vale tanto para a vida profissional como para a pessoal. Se você ainda não tinha se atentado a isso, comece logo a mudar este seu comportamento e suas ideias, todos somos vendedores, inclusive você.
A venda acontece o tempo todo em nossa vida. Quem sabe vender sempre vai mais longe.
Você já tinha percebido que também é um vendedor? 
Um Grande Abraço a Todos!
* Manager do Blogue desde Outubro de 2007. 

terça-feira, 9 de junho de 2020

As primeiras 20 horas - Como aprender qualquer coisa!

Artigo redigido por Davide Gouveia*    
DG85|2007-2020

Aprender qualquer coisa é muito mais rápido do que você imagina. Qualquer pessoa pode aprender qualquer coisa, depende só de vontade e disciplina!

Se eu dissesse que com 20 horas de dedicação você pode aprender qualquer coisa na vida? 

ACREDITEM! É POSSÍVEL!! :) 

O idealizador desta ideia é o escritor Josh Kaufman que, pretendendo quebrar a lei das 10 mil horas (teoria formulada por Malcolm Gladwell tem sua verdade, já que uma pessoa que reservou 416 dias completos com dedicação para algo vá realmente entender daquela coisa muito bem), escreveu o livro “As Primeiras 20 horas: como aprender qualquer coisa… rápido”. O livro logo entrou na lista dos mais vendidos nos EUA.

“A maior barreira para aprender algo novo não é intelectual, é emocional”
A maior barreira é justamente o medo que as pessoas têm quando percebem que são ignorantes sobre algo.

Com vontade e disciplina é possível sim aprender qualquer coisa em 20 horas. Não gaste tempo com o que não deve, vá direto para o mais importante: praticar.
E com a Internet fica ainda tudo mais fácil. Você consegue encontrar informações, ferramentas, materiais e tutoriais para praticamente tudo. Também é um bom lugar para trocar experiências sobre suas tentativas.
Josh Kaufman estudou sobre o tema e encontrou uma análise que comprovava seu ponto de vista. Realizada por especialistas da Universidade CSU (Colorado State University), o estudo instruiu pessoas a realizarem uma habilidade motora/cognitiva e/ou uma tarefa que requeria habilidade mental e neste processo eles marcavam quanto tempo cada participante levava para completar a tarefa.

A questão que os especialistas queriam descobrir era quanto tempo nós levamos para começar algo partindo da total incompetência até tornar-se razoavelmente bom? 
A resposta foi: 20 HORAS.

Nesse sentido, dividindo 45 minutos por dia, você consegue completar 20 horas em cerca de um mês. Confira os 4 pontos fundamentais para poder aprender algo em 20 horas:

Explicação: 

https://br.pinterest.com/pin/354236326942805541/

Se tudo der certo, você terá aprendido o que tanto queria. Talvez não chegou no ponto que você imaginava, mas com certeza te deu um aprendizado suficiente para chegar onde você quiser com um pouco mais de esforço. Kaufman propôs algo que serve de base para grandes realizações!

Confira a palestra TED do autor aprofundando o tema: 


Em suma: Kaufman defende que quando a pessoa só quer aprender uma coisa nova e ser boa nisso e não almeja ser um grande atleta ou competidor, só são necessárias 20 horas de aprendizadoEssas 20 horas equivalem a apenas 45 minutos de prática da nova habilidade por dia, durante 1 mês. Seja para aprender um novo idioma, aprender a desenhar, a cozinhar, ou ter qualquer outra habilidade, com 20 horas isso já é possível. E as primeiras 20 horas do aprendizado de qualquer habilidade são as mais importantes, já que a pessoa sai do nível da ignorância total para a sabedoria, segundo o autor.


* Manager do Blogue desde Outubro de 2007. 

quinta-feira, 4 de junho de 2020

O Tentilhão e a Coruja

Artigo redigido por Davide Gouveia*    
DG84|2007-2020

Conto Popular 

Um dia, a coruja encontrou-se com o tentilhão.
Onde vais - perguntou o tentilhão.
Vou mudar para leste - respondeu a coruja.
Porquê? - quis saber o tentilhão.
Ninguém gosta do meu "cantar" por aqui - respondeu a coruja. Por isso quero ir para leste. Penso que as coisas por lá vão correr melhor. 
O tentilhão ficou pensativo durante um tempo e por fim disse: se conseguires mudar o teu "cantar", tens razão, vai correr melhor, como dizes. Mas senão conseguires... Se o teu "cantar"continuar o mesmo, mesmo que vás para leste, vai ser tudo igual. Lá também ninguém vai gostar do teu "cantar". 

Reflexão

Este é um conto que nos leva a refletir sobre um tema temido e desejado: a mudança de emprego

Mudar de emprego é, em princípio, uma coisa boa, não devemos fazer de ânimo leve. 
Existem fatores que devemos analisar de forma cuidada. Devemos ter consciência de que não nos pode acontecer o mesmo que à coruja. Os problemas, os amigos, os inimigos, os que gostam de nós e os que não gostam, o chefe e este e aquele... Tudo isso continuará a existir na nova empresa. 

Mudar de emprego não é um problema | Estácio Carreiras
A novidade passa com o TEMPO. Estejamos onde estivermos, a maioria dos problemas e soluções ir-se-ão reproduzir pelo simples fato de que estamos lá nós. 
A mudança de emprego deve obedecer a uma reflexão profunda e consciente! Sobretudo, devemos questionar-nos onde estamos e se o lugar onde estamos é o melhor para chegar ao lugar onde queremos estar num espaço de entre três a cinco anos. Porque, se as empresas necessitam de um plano, os funcionários também.  

Nós somos a nossa própria empresa e devemos agir como tal. Fixar Objetivos. Fazer uma revisão anual e ver se os estamos a cumprir. Basicamente, trata-se de aplicar o PDA, uma sigla fácil de decorar graças ao dispositivo que revolucionou a vida dos executivos, mas que neste caso significa: PENSAR. DECIDIR. AGIR. 

Parece simples, mas não é. Porque primeiro teremos que pensar objetivamente, libertos do espiral do dia-a-dia. Depois, teremos de decidir qual a melhor opção e agir no momento certo. Só assim faremos a escolha correta e continuaremos a progredir e subir.

Outro aspeto importante é que não podemos nos deixar cegar pelos números, nem quando nos beneficiam, nem quando nos prejudicam. O dinheiro é importante, importantíssimo, mas os ganhos não são apenas dinheiro. Por vezes, por querer ganhar um pouco mais, acabamos por perder muito mais que dinheiro. Fazer a avaliação com base só na questão financeira é um dos fatores mais comuns em que erram os profissionais. Esse cenário é comum em mudanças que poderiam ser consideradas verdadeiras fugas de emprego. Ou seja, ao identificar um problema ou um conflito, o profissional não procura solução mas, sim, evasão.

O plano deve estar acima do dinheiro e ver os ganhos numa dimensão mais geral que inclua família, vida pessoal, cultura, valores, o PROJETO, e claro, o dinheiro. 

Para fazermos uma análise profunda, devemos responder a algumas questões fundamentais que nos integram numa dimensão completa de análise, nomeadamente:

1. O que é mais importante para nós na vida? 
2. Pelo que vale a pena vivê-la? 
3. Por que essas coisas são importantes para nós? (As respostas a essa última pergunta são os nossos valores). 
4. Quais desses valores satisfazemos em nosso trabalho atual?
5. Quais são as nossas maiores qualidades e pontos fortes? 
6. Por que as pessoas nos admiram? 
7. Como usamos essas habilidades no trabalho? Como poderia usá-las mais?
8. Qual é a principal insatisfação com o trabalho? 
9. Já fizemos algo para mudar essa situação? O quê? O que mais poderia fazer para resolver esse impasse?
Vale parar e refletir sobre todas as perguntas. Depois disso, se concluirmos que falta um ambiente para ‘florescer’ na empresa onde estamos, podemos procurar a grama do vizinho. No entanto, às vezes a grama do vizinho não é assim tão verdinha quanto parece. Talvez, o nosso gramado seja bonito e nem precisamos mudar para o do vizinho. Como o Dr. Lair Riberio diz: A vida é um eco. Se você não está gostando do que está recebendo, observe o que está emitindo.  Perceber isso é opção nossa! 
Em suma: Devemos encarar a mudança de emprego como se fossemos uma empresa, deixando de lado os sentimentos pessoais e a voragem dos acontecimentos do dia-a-dia. 

* Manager do Blogue desde Outubro de 2007. 

sexta-feira, 3 de abril de 2020

NÃO É O MAIS FORTE QUE SOBREVIVE


Artigo redigido por Davide Gouveia*    
DG83|2007-13|20

"Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças". – Charles Darwin

*Adapte-se ou... vai ter problemas graves na sua profissão e/ou negócio*

Esta crise, acima de tudo nos tem ensinado que nada é PERMANENTE! Que temos que nos adaptar e RÁPIDO!

As crises se assemelham muito às grandes estiagens pelas quais os animais são obrigados a passar. Muitos morrem, e aqueles que se ajustam continuam e após o período de dificuldade retornam mais fortes e preparados para novos desafios.

Mas para isso....
É preciso enxergar possibilidades de vários ângulos diferentes, sob inúmeras lentes e através de novos filtros. Fazendo questionamentos, pode ser uma boa solução (bom início), tais como?

- Como eu posso adaptar o meu negócio a esta nova realidade?
- O que as empresas de referência estão fazendo para se adaptar?
- Que idéias de outros ramos posso integrar no meu negócio?
- Como profissional da minha empresa o que posso fazer para ajudar mais, mesmo que não seja a minha área de atuação?
- Como posso ajudar os meus colegas de outros setores a se adaptar e trazer idéias para a empresa?
- O que devo adaptar na minha execução para ter sucesso neste novo cenário?
- Como posso ajudar o meu cliente a alcançar resultados diante desta crise?

Não trabalhar essa habilidade diante do futuro que nos espera é como não parar para pensar que um dia de chuva pode ser péssimo para uma grande parte das pessoas, mas uma oportunidade abençoada para outros. Ou, diante da célebre frase “enquanto uns choram outros vendem lenços”, não pararmos para pensar que existem milhares de contextos para um mesmo cenário.

Vencer medos, traumas e desconstruir mitos, aceitando a acelerada forma com que as mudanças acontecem ao nosso redor são desafios que nos tiram dos padrões. Para tudo deve existir um novo olhar, uma nova perspectiva, um ponto de vista diferente. Precisamos adaptar nossa mente às novas realidades como a água se adapta ao recipiente em que é colocada.

Em suma:


A mudança é a única certeza que temos naturalmente na nossa vida, e em cenário de crise FICA MAIS CLARO. Essa sabedoria está em inúmeras frases famosas, como o do ex-presidente John F. Kennedy: “A mudança é a lei da vida". Aqueles que olham apenas para o passado ou para o presente serão esquecidos no futuro.” É sempre bom lembrar que “jacaré parado vira bolsa” OU "Camarão que dorme a onda leva" – ou seja, se o bicho não muda e se movimenta, acaba sendo abatido e morto, E ISSO vale para TODOS nós!




* Manager do Blogue desde Outubro de 2007. 

sexta-feira, 26 de julho de 2019

Desenvolvimento de Equipas(es) - O Cérebro e o Perfil Herrmann-HBDI®

Artigo redigido por Davide Gouveia*  
Revisado em 26/07/2019
DG61|2007-13|14(ORIGINALMENTE PUBLICADO EM 05/2013)

 
The HBDI® is the most easily understood, remembered and
applied assessment instrument available. Our clients love it.”
Barbara Hughes, Intellectual Capital Consulting

 

Ned Herrmann foi um autor americano (♦1922, †1999), pesquisador do pensamento criativo, criador da teoria da dominância cerebral, e fundador do Whole Brain Technology. Nos anos 70, foi gerente de Desenvolvimento Gerencial da GE, e em 1978, com o patrocínio da GE, desenvolveu e validou o Herrmann Brain Dominance Instrument (HBDI), o que o levou a criar um modelo abrangente em quatro partes, denominado Whole Brain Method, objeto deste artigo.



Com a experiência adquirida na área de gestão de pessoas e, convencido de que o melhor caminho de desenvolvimento humano está no autoconhecimento, apresento-vos uma ferramenta poderosa aplicada a mais de 1 milhão de pessoas em todo o mundo que, pessoalmente, considero de grande utilidade no que respeita ao desenvolvimento de equipes. Ressalvando, que:  
Não é um perfil psicológico; é, na verdade, uma poderosa ferramenta de autodescoberta pessoal e expansão profissional.


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O Perfil Herrmann- HBDI® permite-nos conhecer os distintos estilos de pensamento de uma pessoa. Ned Herrmann criou e desenvolveu o Herrmann Brain Dominance Instrument (HBDI) quando era gerente da General Eletric,. Iniciando suas pesquisas a partir de grandes grupos na GE, ele as expandiu durante 20 anos, por meio de dezenas de milhares de levantamentos e validou os dados junto a importantes instituições de pesquisa psicométrica, inclusive o Educational Testing Service. 

O HBDI mensura as preferências da pessoa, tanto em termos de pensamento do lado direito e do lado esquerdo do cérebro, como em termos de pensamento conceitual e experimental. Essas preferências geralmente correspondem a profissões específicas. Os engenheiros, por exemplo, consistentemente se descrevem como analíticos, matemáticos e lógicos, situando-se na extremidade esquerda do contínuo.

Tratando-se de um questionário que contava originalmente com 120 questões e tem uma versão simplificada de 12 questões de múltipla-escolha. O diagnóstico deve ser processado para totalizar o número de respostas que se encontram em cada quadrante do modelo proposto por Herrmann. Este diagnóstico indica o status quo de cada pessoa.

Fazendo um desenho, é como se dividíssemos o cérebro em quatro partes, cada uma com uma forma de pensar distinta:




O Perfil HBDI® determina a dominância individual nestes quatro modos, denunciando a nossa maior tendência mental, a qual influencia o modo como pensamos, aprendemos, trabalhamos, reagimos, tomamos decisões e nos comunicamos. O estudo dos resultados facilita a capacitação individual através do conceito de “cérebro integral”, estimulando o uso dos processos mentais já dominantes e promovendo a complementação estratégica dos não-dominantes.


Cada um de nós tem preferência por um ou mais destes quadrantes: sendo possível ocorrer uma pessoa ser marcadamente azul, outra amarela e vermelha e outra ter os quatro quadrantes igualmente desenvolvidos. A forma como pensamos é muito distinta de quadrante para quadrante, o que facilmente gera problemas de comunicação. O poder deste modelo é permitir-nos entender a forma como nós pensamos, a forma como os outros pensam e ajustar a comunicação para criar pontes entre estes 4 mundos.

O resultado pode ser demonstrado de forma gráfica com linhas conectando os valores de cada quadrante. 

No livro The Whole Brain Business Book, Herrmann também explorou os perfis mais encontrados em diferentes áreas de atuação profissional, fruto de mais de 100.000 formulários coletados pela sua organização, a The Whole Brain Organization. 


Este modelo é extraordinário na medida em que revela a força do trabalho em equipe, a complementaridade e a riqueza que se gera quando trabalhamos com pessoas com perfis distintos do nosso. É ver o mundo a várias cores e isso permite atingir resultados muito mais rápido!

 O quadro abaixo resume as características de cada quadrante:


A pessoa que obtém este conhecimento tem a oportunidade de ter um bom desempenho nas relações interpessoais, com excelente manejo da diversidade, melhorando sua performance como líder, como membro de equipe, nas negociações, nas relações familiares e sociais. Enfim, obtendo maior autoconhecimento e abrindo frente para um processo de ajustamento profissional bastante promissor, a partir do melhor entendimento de nós mesmos.

Em suma, é uma poderosa ferramenta de gerenciamento para líderes, permitindo-lhes conhecer
melhor seus colaboradores e sua equipe como um todo, facilitando ações gerenciais efetivas para a elevação do nível de desempenho individual e coletivo.


Prezi resumo:
https://prezi.com/8iutm-i04bdw/?utm_campaign=share&utm_medium=copy

Sugestões de aprofundamento:

Nota final: 
Aos interessados disponibilizarei por e-mail o questionário dos Quadrantes Cerebrais  - Perfil Herrmann-HBDI®. 

* Manager do Blogue desde Outubro de 2007.